19.9.08

A explicação é simples


Yeda seria vaiada em Rio Grande

O jornal ZH, aliado e suporte político da governadora Yeda, faz um certo mistério sobre o motivo da ausência dela ontem em Rio Grande quando o governo federal anunciou investimentos que podem chegar a dez bilhões de dólares na Metade Sul.

O motivo do forfait de Yeda é singelo: até as ondas do mar iriam vaiar a governadora tucana. E ela pressentiu o perigo.

Os peixes, os crustráceos, os barcos ancorados, os cães e as pessoas de Rio Grande manifestariam a sua desaprovação ruidosa ao desgoverno tucano no Estado, especialmente pelo contraste com o tratamento digno e propositivo do governo federal – onde Lula perdeu as eleições para o candidato tucano – para com o Estado do Rio Grande do Sul.

E a vaia de Rio Grande seria ouvida em todos lares do Estado. Simples.

Abelha 2


“Boas relações no meio cultural”

Quem? Dona Yedinha?

Desde que a ex-professora Yeda Rorato Crusius assumiu o governo do Estado, eu tenho procurado artigos, papers e ensaios da douta economista, mas nunca encontrei nada.

A “sólida formação acadêmica” deveria resultar em algum texto publicado, pelos menos de quando em vez, sem falar nas citações em trabalhos de outros acadêmicos. A produção intelectual de dona Yedinha é deserta. Nada. Ninguém a cita. Zero de referência.

Mas dá para entender a nota acima, a abelhinha quer passar melzinho na governadorazinha.

Quanto às “boas relações no meio cultural” é só observar a titular escolhida por dona Yeda para ser a secretária de Cultura de seu governo, e como essa titular trata a política cultural no Estado.

A “baixaria” a que se refere a abelhinha Rosane não é resultado de briga entre marcianos ou venusianos, resulta da guerra explícita das mediocridades que a própria governadora escolheu para protagonizar a “política cultural” de seu governo.

Quem plantou ventos, quer colher o quê?

Fonte: Diário Gauche

Abelha 1


Governadora Yeda sente um desconcerto

Lendo a informação da abelhinha, logo lembrei de Camões:

O mundo todo abarco e nada aperto

É tudo quanto sinto, um desconcerto

Fazendo jornalismo (e política) com o fígado


O presidente Lula veio ontem ao Estado para inaugurar uma plataforma petrolífera construída no Pólo Naval de Rio Grande. A estimativa total de investimentos alcança quase dez bilhões de dólares, somente na Metade Sul do RS, uma vez que prevê a construção de outra plataforma, a P-55, e inúmeros equipamentos para prospecção e exploração de óleo em águas profundas, inclusive no pré-sal.

Enquanto isso, o jornal Zero Hora não consegue esconder ressentimentos expressos no tratamento figadal que dá ao fato jornalístico.

Haja vista a capa do principal diário da RBS, onde o novo laço da mitificada estátua do “Laçador” recebe tratamento mais amplo e generoso que a visita do presidente Lula ao Estado, classificando a notícia com um tom político-eleitoral, ao dizer que Lula “batiza um projeto político na Metade Sul”. O texto, no interior do jornal, não explica por que e como o presidente “batiza um projeto político”.

Mas vejamos as pequenas pérolas da fala de pigmeu ressentido, estampado em Zero Hora de hoje:

Lula pretende usar a monumental estrutura da P-53 para lançar as bases de um projeto de poder. [...]

Lula [...] ambiciona um governo que perdure além de seus dois mandatos. [...]

Lula se outorgou o título de defensor dos pobres. [...]

Lula amplifica seus objetivos, usando a eleição municipal como trampolim para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. [...]

Quanto menos oposição, melhor para os projetos futuros de Lula. [...]

Lula descobriu nas reservas subterrâneas o palanque perfeito para engatilhar seu discurso ufanista em torno do petróleo. [...]

Lula tenta se apresentar como o fiador do ciclo do petróleo. [...]

Como se vê, o texto não precisa de coerência interna, nexo ou verossimilhança com a realidade dos fatos, pinga copiosamente a secreção biliosa que escapa ao domínio da razão e do real.

Dá perfeitamente para entender, de fato, não há disciplina ou racionalidade que estanque os resíduos fisiológicos humanos. Só não se pode fazer desse fel, jornalismo sério e responsável.

Fonte: Diário Gauche

17.9.08

A imaginação

Fonte: Pontodevista
“Escreve Luis Araquistáin que ‘o espírito consevador, na sua forma mais desinteressada, quando não nasce de um egoísmo inferior, mas do temor ao desconhecido e ao incerto, no fundo é falta de imaginação’. Ser revolucionário ou renovador é, deste ponto de vista, uma conseqüência de ter mais ou menos imaginação. O conservador rechaça toda idéia de mudança por uma incapacidade mental para concebê-la e aceitá-la. Este caso, naturalmente, é o do consevador puro, porque a atitude do conservador prático, que acomoda seu ideário à sua utilidade e comodidade, tem, sem dúvida, uma gênese diferente.
O tradicionalismo e o conservantismo ficam assim definidos como uma simples limitação especial. O tradicionalista só é capaz de imaginar a vida como ela foi. O conservador só é capaz de imaginá-la como ela é. O progresso da humanidade, por conseguinte, realiza-se malgrado o tradicionalismo e apesar do conservadorismo.
Há vários anos, Oscar Wilde, no seu original ensaio A alma humana sob o socialismo, disse que ‘progredir é realizar utopias’. Pensando de modo análago a Wilde, Luis Araquistáin acrescenta que ’sem imaginação, não há progresso de nenhuma espécie’. E, na verdade, o progresso não é possível se a imaginação humana sofresse subitamente um colapso.
A história dá sempre razão aos homens de imaginação.” (abertura do ensaio “A imaginação e o progresso”, do livro “Por um socialismo indo-americano”, de José Carlos Mariátegui, editora UFRJ)
A SOCIEDADE NÃO APÓIA PORRA NENHUMA

Este título é uma sacanagem. Reforça a subjetividade proposta pelo PRBS. Vamos repetir a abertura da matéria que não deixa de ser resultante de um critério de escolha, proposital: “assassinatos cometidos por esquadrões da morte, policiais e milícias CONTARIAM (contariam) COM APOIO significativo DE PARTE (de parte) DA SOCIEDADE BRASILEIRA e as MEGAOPERAÇÕES REALIZADAS PELAS POLÍCIASdefendidas pelo PRBS) brasileiras simplesmente não SERVEM PARA NADA.
Este título é uma canalhice. O editor desta matéria tem diploma. E daí? As informações (selecionadas), desta abertura, possibilitariam pelo menos uns três títulos diferentes. Por exemplo: Megaoperações policiais não servem para nada. Tem ou não diferença.
Parte significativa” não é indicativo de que a “SOCIEDADE APÓIA VIOLÊNCIA POLICIAL”. O problema é que a resposta do Estado está equivocada (…)

“Segundo a Onu, policiais em serviço são responsáveis por uma proporção SIGNIFICATIVA ( e não todas) as mortes no Brasil.”









“Para piorar, consta que a política (ou é a POLICIA? estranho esta troca) está intimamente envolvida com o crime e conta com um esquema de proteção para evitar ser investigada pelos assassinatos.”
Esta preciosidade, da sacanagem, é da edição de hoje, de Zerolândia, página 51. O relatório deve apontar questões muito mais interessantes do que as escolhidas (propositadamente) pelo PRBS. E, assim mesmo, no quadro final temos:




O que possibilitaria um título bem porrada. Jornalismo é subversão. Zerolândia é um LIXÃO. O problema central não é a defesa do diploma, mas a impunidade de quem faz este showrnalismo, criminoso. O PRBS, opera constantemente, com os padrões de manipulação por ocultação, fragmentação, inversão e indução. Zerolândia é uma coleção destes padrões. Estes padrões de manipulação, uma tipologia proposta por Perseu Abramo, são aplicáveis ao showralismo dos diplomados. São especializados na sacagem.



EM PLANO INCLINADO



“Já não se pode dizer que a economia mundial está longe de qualquer crise. O caráter generalizado da desestablização das economias em redor do globo vem se agravando cada vez mais e sobressaltos no desenvolvimento da crise da economia mais importante do mundo, a norte-americana, repercutem sobre os países atrelados ao seu desenvolvimento, como o Brasil, por exemplo. O simples temor de uma desvalorização ou de mudanças bruscas nas bolsas de outros países fizeram os investidores (…)” A edição de julho do jornal “Causa Operária” publicou duas páginas sobre o que estaria para acontecer com a economia. O título da matéria: “Uma nova etapa da crise do capitalismo mundial adiante”.
Os trotskistas são bons nas análises internacionais.

16.9.08

Flagrante bagaceiro e chinelão da ZMentira

Acabamos de ler no RSurgente, sobre a A visita do major da Brigada a Paulo Salazar: O major foi flagrado ontem à tarde na residência de Salazar, na Vila Cefer 1, em Porto Alegre, por uma equipe de jornalistas da Zero Hora. Indagado sobre o motivo de sua presença, o major respondeu: “A nossa função é verificar se ele foi ameaçado de morte e se há necessidade de proteção”.

Mas aahhh, seu!!! Quer dizer que houve "flagrante" de ZMentira??? Igualzinho aquele do Lair Ferst no shopping Total??? Mas que armação mais ridícula, mais pueril, mais sem imaginação.

Uma coisa precisamos admitir: ZMentira tem uma bela pesquisa de mercado e conhece bem o seu público consumidor, por que só um mentecapto leitor de ZMentira para acreditar num "flagrante" desses!!!

A ZMentira não consegue nem fazer um jornalismo factual e, agora, chama para si, os poderes da onipresença!!! Sempre tem uma equipe a postos onde os fatos acontecem. Dá até para suspeitar, que os fatos avisam antes que irão acontecer! Mas só para a RBS...

Armação das mais bagaceiras!!! A chinelagem é querer criminalizar o PT com uma "ameaça de morte", que parece ter saído da cabeça de um jegue da redação de ZMentira.

E tem gente que se presta, enquanto deveria ter o mínimo de compostura...

Definitivamente, o RS perdeu a vergonha na cara.

Fonte: Dialógico

15.9.08

Efeito colateral

Enquete mais recente do Datafolha diz que 64% da população brasileira considera o governo de Lula ótimo ou bom. Pode não parecer, mas isso ajuda a explicar também por que governadoras e deputados federais e estaduais personagens de um enredo real de corrupção, desvio de dinheiro público e auto-favorecimento, não são destituídos de seus cargos por pressão popular.

Estabilidade nacional acalma o povo e ajuda políticos corruptos no Rio Grande do Sul

Lula não é mais o presidente dos pobres. Houve um salto de 14 % entre os brasileiros mais ricos. Hoje, 57% dos que vivem em famílias que ganham mais R$ 4 mil por mês adoram seu governo.

Luis Inácio também conquistou pela primeira vez a maioria no Sudeste: 57% o aprovam, 10 pontos acima da última pesquisa. Em pesquisas de anos anteriores o petista também só tinha a maioria ao seu lado em municípios do interior. Agora, 57% dos moradores das regiões metropolitanas o aprovam.

A administração de Lula também venceu a barreira entre os mais escolarizados. Em março, 47% dos brasileiros com curso superior consideravam o governo ótimo/bom. Agora, são 55%.

Essa semana também foi registrado o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 6% no primeiro semestre do ano. Resultado imediato da significativa participação do consumo das famílias brasileiras, que cresceu 6,7% resultado do aumento da renda.

A aparente estabilidade social e econômica produzida pelo Governo Lula até o momento, a parte às inúmeras críticas pelas concessões à direita que tem feito. Tudo isso em nome de uma excessiva tolerância à continuidade de notórios filhos da puta da política nacional no poder. Claro que tem o aumento da geração de empregos e a quase onipresença do poder público federal, diretamente ou através da ação de suas estatais que abraçou um grande cotingente há muito sem esperanças, incrementou as possibilidades da classe média, que já pode comprar uma casinha e um carro popular e deixou os ricos em paz para concentrarem mais riqueza e depois descontar tudo com incentivo cultural.

O somatório desses e de outros fatores permitem, por outro lado, a manutenção de governos incompetentes e completamente corruptos. Um bom objeto de estudo é a política do Rio Grande do Sul.

De que outra forma, poderia se explicar a aparente tranqüilidade com que uma governadora como Yeda Crusius (PRBS/PSDB) desfila em eventos públicos, apesar das vaias contidas à força pela ação da Brigada Militar?

ZeroLândia fez edições cirúrgicas para poder pautar o tema.
Nome de deputado em manchete é discretamente evitado.

Só um pré-estado de bem-estar social proporcionado pelo Governo Federal, pode explicar porque uma administração estadual com uma base parlamentar tão suja quanto ela própria, com inúmeros casos de corrupção brotando nas investigações da Polícia Federal, Ministério Público Federal e o Judiciário ainda se mantém intacta. Não é a oposição que está acusando, são as instituições da fiscalização e manutenção da lei.

Germano(PP) só aparece em pequenas e raras fotos. Com experiência no assunto, Padilha (PMDB) é põe a cara. Moreira (PMDB) tem a mesma foto editada e publicada duas vezes.

Além da governadora, que provavelmente pagou sua própria casa com dinheiro desviado dos cofres públicos antes mesmo de assumir, até figuras públicas com longa carreira na política, como os deputados federais José Otávio Germano (PP) e Eliseu Padilha (PMDB), o presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas (PDT), o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Alceu Moreira (PMDB), entre outros deputados da base governista, são motivos mais do que legítimos para um levante da sociedade gaúcha contra a corrupção. Mais do que personalidades, são instituições que aparecem manchadas pela ação mafiosa.

A direita sempre teve mais sorte que competência. Claro que o fato de concentrar maior poder econômico garante gentilezas desde a elite togada do Judiciário até os empresários da mídia.

Imaginar os mesmos casos acontecendo durante os 8 anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Difícil porque naquela época, raramente a Polícia Federal investigava políticos. Naquele cenário de desemprego, defasagem salarial e imaginário nacional prejudicado por um presidente adulador do canalhismo estadunidense. A tensão social era muito maior naquele período. O descontentamento e o abandono a que o país foi submetido em troca de um plano monetário minimamente executável. Por isso que situações vexatórias como as que temos visto os jornais locais tentarem esconder não aconteciam. Seriam estopim para uma revolta.

A moral de ZeroLândia é: nós mostramos!
Com cuidado, sem muita foto para o eleitor não associar depois e poder ser acusado de desmemoriado.

O brasileiro médio, com pouco escolaridade ou não, é criado para ser um amorfinado político. A televisão ensina e repete incessantemente que política é coisa de gente feia e má, que o melhor é baixar a cabeça e trabalhar. Como a televisão é um partido político disfarçado para garantir a manutenção do status quo onde ela se beneficia beneficiando quem pode garantir-lhe vantagens, para quê mesmo alguém vai se levantar?

Político é tudo igual mesmo. Se tem emprego e comida na mesa, o quê mais pode querer a população. Deixa que roubem, pois sempre roubaram, não verdade?

É o caminho fácil da classe média. Dê-lhes um carro, uma casa e faça o que quiser com eles.

edição das manchetes de ZeroLândia: Hassam Y Hassam
Fonte: Cel3uma

13.9.08

Indigência Mental

A morbidez idiotizante da RBS

O portal da RBS faz uma pergunta mórbida aos “consumidores” que o visitam (acima). No afã de propor interatividade, a empresa midiática acaba resvalando para uma relação idiotizante com o seu público.

Neste caso, poderia pelo menos evitar a morbidez explícita e perguntar somente sobre algo tolinho, como:

Considerando que o hábito diário da leitura dos veículos da RBS levam a um retardo mental, qual a última coisa que você gostaria de fazer antes de perder totalmente a lucidez e o discernimento?

Fonte: Dário Gauche

11.9.08

Nada como escutar a voz da maracutaia...




Acreditamos que todos os processos que envolvem o desvio de dinheiro público deveriam ocorrer como um livro aberto; como deve ser a vida de um funcionário público ou parlamentar. Deve ser transparente.
Quando estes processos seguem o caminho do sigilo de justiça, cheira a engavetamento, ao esquecimento...

Agravam-se quando os envolvidos sentam em cargos, como o do Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, um órgão que deveria ser insuspeito e fiscalizador.

O áudio-visual trata de uma conversa entre João Luiz Vargas, Presidente do TCE-RS e Dorneu Maciel, indiciado por formação de quadrilha pela Polícia Federal na Operação Rodin.

Mentiram durante a CPI do DETRAN, mas as gravações ...

3.9.08

Grampos: a grande “novidade”


Esquecendo para manter a dignidade representada

O jornal Zero Hora tem memória curta. Insiste em esquecer o pretérito de si e das coisas em geral.

Dizem que o esquecimento é uma espécie de refúgio onde muitos tentam preservar a sanidade e – alguns – a própria dignidade representada.

ZH não pode retroceder muito ao passado porque lá se encontram as provas condenatórias de seu apoio aos golpistas da ditadura 1964-1985. E, por conseguinte, a memória corrosiva de um tempo de grampos telefônicos sistemáticos e como política estratégica de Segurança Nacional, prisões ilegais, invasão de domicílios, censura, tortura dentro de órgãos de Estado praticado por funcionários públicos, corrupção generalizada mas oculta, desaparecimento de cidadãs e cidadãos, assassinatos e crimes comuns cometidos em nome do Estado de exceção et cetera.

Isto posto, agora se entende a afirmação (equivocada) de que os grampos surgiram há pouco tempo, na gestão do delegado Paulo Lacerda na Abin. Para ZH, os grampos telefônicos são coisa recente, fruto da conjugação das novas tecnologias de telecomunicações com o espírito "policial" do governo do presidente Lula.

Só falta pedir o impeachment do presidente, como faz semanalmente o deputado Rodrigo Maia (Dem-RJ), protótipo do leitor de Veja.

A verdadeira “fonte da informação”







RBS faz jogo duro com os fatos
Todos os grandes jornais brasileiros hoje trazem na capa o presidente Lula e a ministra Rousseff de macacão cenoura e as mãos lambuzadas de óleo do pré-sal, no campo-teste de Jubarte no Espírito Santo.
Mesmo que mais contrariados que gato a cabresto, o PIG teve que se curvar aos fatos, inclusive mostrando a imagem da ministra-chefe da Casa Civil, virtual candidata de Lula à sucessão presidencial de 2010. Menos ZH de Porto Alegre. O órgão da RBS não só ocultou a ministra-candidata como estampou uma fotografia de Lula com cara de quem viu a Ana Amélia acordando (ou seria a Míriam Leitão?).
A RBS, assim, faz justiça ao slogan que criou para os seus veículos, “a fonte da informação”. De fato, nesta empresa midiática a informação não brota diretamente do fato, mas das editorias dos seus diversos veículos. E como os editores comumente se engalfinham com os fatos, o resultado é este aí – um desastre jornalístico mitigado por artifícios de press-magazine (de oitava categoria) com dezenas de penduricalhos sub voltados a segmentos de consumidores (mascotes, jovens, infância, moda feminina, decoração de interiores, carros & motos, turismo de classe média, etc).

28.8.08

Comparações

Do Diário Gauche:
Século 19 na Expointer 2008
Notícias e não-notícias

Hoje, o jornal Correio do Povo deu um banho de realidade em Zero Hora. Enquanto o diário da RBS dá como manchete uma constatação anódina sobre o esquecimento dos eleitores (uma não-notícia), o diário da Igreja Universal (IURD) estampa uma notícia de verdade, sobre investimentos concretos do governo federal na Metade Sul.

Além disso, o CP informa na capa sobre as relações trabalhistas de século 19Expointer, a grande feira do agronegócio do Sul. encontradas pelo Ministério Público do Trabalho no Parque de Exposições de Esteio, sede anual da

O MP notificou o Governo do Estado e pelo menos três cabanhas, somente ontem. A Superintendência Regional do Trabalho, Emprego e Renda (SRTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) detectaram irregularidades nas relações trabalhistas e as péssimas condições dos empregados dos fazendeiros-expositores, como alojamentos que não existem, problemas de higiene (peões fazendo refeições junto aos animais), insalubridade e periculosidade (os touros são animais violentos).

Suspeita-se também de jornadas excessivas de trabalho, já que os animais exigem permanente vigília dos seus tratadores. Depoimentos dos próprios cabanheiros (criadores de animais de raça) informam que contratam um peão por animal, sendo que este animal precisa de cuidados nas 24 horas do dia, portanto, paira a desconfiança de que os empregados rurais têm jornadas em excesso, bem além da jornada legal de oito horas, acrescida das duas horas-extras remuneradas. Assim, ficam faltando 14 horas de trabalho que não estariam sendo remuneradas pelos fazendeiros-empregadores, e que a fiscalização e auditagem do MPT e da SRTE irá constatar no decorrer da feira deste ano.

A Farsul (federação sindical do patronato rural do Estado) não se manifestou oficialmente sobre o caso. No limite, a Superintendência Regional do Trabalho, Emprego e Renda pode interditar o parque estadual de Esteio (área metropolitana de Porto Alegre).

________________

Ambos jornais são do PIG, mas parece que o Correio do Povo brigou menos com a notícia.

ZH encalhada

Direto do blog A geografia em tudo:
ZÉmentira encalhada: é por isso que eles temem

No início da noite de domingo (24/08), como de costume, fui comprar umas coisinhas em um supermercado da cidade, quando, ao esperar a minha vez no caixa, observei que, em todos os caixas haviam pilhas de jornais (ZH) encalhados.
Sim, encalhados, pois como essa porcaria sai sábado ao meio-dia, ninguém mais vai compra-lo no domingo a noite (vejam a foto que eu fiz a cima, assim como essa pilha de papel, outras iguais estavam em outros caixas).
É por isto que os barões da mídia estão apavorados com as mídias alternativas...
E mais, com esse "jornalisminho" provinciano a mando dos grandes grupos econômicos, só poderia acontecer o que está acontecendo.
A decadência do RS está em toda a parte...

23.8.08

Grupo de Armínio Fraga comprará 15% da RBS

Do RSurgente:
O grupo RBS está negociando a venda de uma participação de 15% da holding RBS Comunicações para a gestora de fundos de participação Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, informa o jornal Valor Econômico. Fraga foi colega do atual vice-presidente executivo da RBS, Pedro Parente, no governo Fernando Henrique Cardoso. Parente, na época, era chefe da Casa Civil. Em nota oficial, a RBS informou que a operação deve ser concluída até 30 de setembro. Em 2007, diz a matéria do Valor, a RBS tele lucro líquido consolidado de R$ 96 milhões, ante os R$ 142 milhões no ano anterior, quando um terço do resultado foi obtido com a venda de ações da Net Serviços. A empresa está investindo R$ 70 milhões na construção de um novo parque gráfico em Porto Alegre, previsto para entrar em funcionamento no segundo semestre de 2009.

17.8.08

Queimando mendigos


Fonte: Diário Gauche

O jornal Zero Hora, que pertence ao grupo midiático RBS (apoiadores e beneficiários do golpe civil-militar de 1964), hoje, está simbolicamente queimando mendigos e moradores de rua de Porto Alegre.

Procede como porta-voz do senso comum mais rançoso e intolerante. Desconhece a responsabilidade social que deveria portar como empresa de comunicação de massas. Prefere manifestar-se como o mais atrasado dos indivíduos da classe média urbana, supondo que a cidade é de quem paga por ela. Quer abolir de uma vez por todas o espírito iluminista de cidadania e colocar em seu lugar a impostura do indivíduo consumidor, que se basta na sua neurose excludente e medrosa.

Zero Hora vem construindo – há tempos (não é de hoje) – uma série que ratifica e sanciona os impulsos mais rebaixados do ser humano, baseado na aprovação do mito da irresponsabilidade social. Os moradores de rua são perdedores, devem ser enxotados do convívio urbano (e humano). Na sociedade que a RBS busca, não cabem os insolventes, porque estes aspiram no máximo a serem cidadãos, e jamais serão os consumidores perfeitos.

ZH está autorizando mesmo que um adolescente estúpido, filho da classe média branca e ainda solvente, amanhã ou hoje à noite mesmo, compre um galão de combustível e execute a sua micro-solução-final para “os donos da rua”.

Mas um mendigo incendiado será que basta para o altar de sacrifícios do deus-mercado de ZH?

Leia mais sobre o assunto no RSurgente AQUI.

Barbeiragem com a língua



Fonte: Diário Gauche

Suspensão (no sentido de adiar) com Ç pode ser Çuspensão ou Suspenção. A redatora optou pela segunda alternativa. Achou mais bem posto, esteticamente, talvez.

A letra C com o cedilha (pequena vírgula sotoposto) indica que a mesma não tem som de K, mas de S, por ser uma fricativa surda dental plana (calma, está tudo no amansa-burro do Houaiss).

A autora da barbeiragem é a jornalista Taline Oppitz, atualmente empregada celetista do Correio do Povo.

De indivíduos que não tiveram chance de estudar, jamais se irá exigir o cumprimento estrito da regra lingüística, mas em se tratando de uma profissional com funções destacadas em um jornal tradicional e que deve observar responsabilidades com a língua padrão, aí a coisa fica muito ruim mesmo. Evidencia o desrespeito do jornal para com o leitor, e nos dá a certeza do decadentismo acelerado que assola a mídia identificada com a direita brasileira.

A jornalista Taline – e os seus patrões da Igreja Universal – devem saber que o diabo mora no detalhe.

Grupo RBS quer comprar mais dois jornais, um em Rio Grande e outro em Criciúma

Fonte: RSurgente
Do site Coletiva.Net: “O Grupo RBS está em tratativas adiantadas para adquirir o controle de dois diários, um na cidade de Rio Grande e outro em Criciúma (SC). Em Rio Grande, o grupo está interessado no jornal Agora, fundado em 20 de setembro de 1975 pelo jornalista Germano Toralles Leite e que é de propriedade das Organizações Risul Ltda.
Pelo menos três rodadas de negociação já foram realizadas entre as duas empresas.
Em Santa Catarina, onde o grupo já tem quatro diários (Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina, Hora e A Notícia), o alvo é o Jornal da Manhã. Diário em formato tablóide, circula em Criciúma desde agosto de 1983 e é considerado um dos mais importantes da região sul daquele Estado, com tiragem estimada de 7.200 exemplares".

15.8.08

Americanismos grosseiros de ZéAgah

Fonte: Paidéia Gaúcha
Zero Hora
14 de agosto de 2008 N° 15695
GUERRA NO CÁUCASO
EUA cobram trégua da Rússia
Ontem, Moscou teria desrespeitado o acordo de cessar-fogo

A guerra é na Geórgia, mas foram os Estados Unidos que ontem endureceram o discurso e atacaram a Rússia – reacendendo a tensão que assombrou o mundo durante os anos de Guerra Fria. Diante da suposta violação do acordo de cessar-fogo dos russos, o presidente americano, George W. Bush, deixou de lado a postura discreta e tomou partido no conflito.Ele fez um pronunciamento logo depois de receber a notícia de que os russos haviam rompido a trégua, ao realizarem novas investidas em território georgiano. Os EUA exigiram de Moscou o cumprimento do cessar-fogo assinado na terça-feira e acusaram suas tropas de estarem bloqueando as principais vias da Geórgia. Bush decidiu enviar a secretária de Estado, Condoleezza Rice, a Paris, na França, e a Tiblisi, capital da Geórgia, para tentar auxiliar a solucionar a crise na região do Cáucaso.
– Nós não estamos em 1968 e na invasão da Checoslováquia, onde a Rússia pode ameaçar um vizinho, ocupar uma capital e derrubar um governo. As coisas mudaram – disse Condoleezza.
...
Ontem falei disto aqui no Blog. Nenhuma novidade, ZéAgah é lento jornalismo. Lento e limitado, porque cego pelo viés.
Em algum lugar da matéria você encontra alguma informação sobre qual a diferença entre 68 e os dias atuais? Não. Porque os EUA aceitavam, em 68, a Rússia ameaçando um país vizinho e derrubando governos, como diz Condoleezza?
Dei a dica: naquela época o mundo estava, por acordo, o de Yalta, pós-segunda guerra, dividido em 2/3 sob o dominio dos EUA e 1/3 da União Soviética. Discursos e ideologias à parte, salvo algumas - importantes - tensões localizadas, Vietnam por exemplo, manteve-se assim por um longo período. É por isso que Condoleezza diz o que disse. Numa coisa ela está certa, não estamos em 68: Não há acordo agora. As coisas mudaram. Noutra, não: Se não há acordo, pode-se quase tudo. Ao ouvir isto, Putin deve ter pensado: e eles, podem invadir o Iraque, contra todas as opiniões?
Esta é mais uma tensão que poderá, ou não, levar a um acordo. O Iraque não levou. Sobram instâncias de coordenação, mas ainda nenhuma tem capacidade para estabelecer um acordo geral legítimo: G8, OTAN, Forum de Davos, etc. A segunda guerra, e muita coisa que aconteceu antes e durante, levou a Yalta. Mas havia, ao final desta, mais do que uma disputa entre países capitalistas imperialistas. E agora? O papel ideológico, não-capitalista, da União Soviética está vago... O conflito atual é "só" por melhores condições para a acumulação de capital para a Rússia ou para os Estados Unidos.
Mas este raciocínio, importante para entender o que está acontecendo, você não vê em ZéAgah. O que você vê? Vê os EUA no papel de disciplinador do mundo. Vê a possibilidade de retorno da Guerra Fria. Não vê porque o cessar-fogo não se cumpre integralmente, mesmo com os EUA levantando a voz. Não vê a guerra por gás e petróleo. Não vê porque Putin, quem verdadeiramente manda na Rússia, ainda não se pronunciou. Não vê que assim é porque está apenas começando.
No acordo de cessar-fogo não estão os principais elementos do conflito. Por isso ele é precário.
Embora tenha a informação, nas falas de Condoleezza e Sergei Lavrov, ZéAgah não informa. Usa como entrelinha da descrição dos fatos o viés do alinhamento ideológico/moralista pró-EUA: EUA=defesa dos bons valores (liberdade, etc.). Mas o fato é que no Iraque e na Geórgia, por dois caminhos diferentes, os EUA miram, exclusivamente, a preservação de seus interesses econômicos. Com governos legítimos (Georgia) ou ilegítimos (Iraque). E a Rússia, também.
Leia, a partir disto que disse, a declaração de Sergei Lavrov, chanceler russo, na mesma matéria de ZéAgah:
A liderança da Geórgia é um projeto especial para os EUA. Em algum momento, será necessário escolher entre apoiar esse projeto virtual ou então apoiar uma parceria real em questões que requerem uma ação coletiva – disse o chanceler russo, Sergei Lavrov.
Esta "parceria" estava fixada em Yalta. Não existe mais. Mas a Rússia, Putin, mandou avisar que está de volta ao palco. Em iguais condições...

Resultado da enquete:

Quanto ao envolvimento de Yeda Crusius com a Máfia do DETRAN-RS, a Governadora:


1-Sabia e não fez nada;
24 (19%)
2-Fingiu que não sabia;
9 (7%)
3-Não sabia;
2 (1%)
4-Sabia e comandava.
88 (71%)


Votos até o momento: 123
Enquete encerrada

Ou seja 71% acredita que Yeda Crusius sabia e comandava as atividades ilícitas da Máfia do DETRAN!

12.8.08

Ainda sobre afirmar, em manchetes, algo que não estaria claro em entrevistas

Fonte: La Vieja Bruja

Pois não é que falando em afirmar, em manchetes, algo que não estaria claro em entrevistas, La Vieja lembrou de um recente episódio envolvendo o íntegro Grupo RBS, no qual uma determinada entrevista concedida ao jornal Zero Hora não sustenta as afirmações que são feitas na manchete da reportagem que a ela se refere?
Pois bem, passemos aos fatos.
Eis que La Vieja, na última sexta-feira, 01, como quem não quer nada, corria os olhos sobre as manchetes da "edição impressa virtual" de ZH. Qual não foi sua surpresa, imaginem os senhores, quando se deparou com a seguinte afirmação:A primeira reação de La Vieja, quase instintiva, foi questionar o grau de comprometimento do suposto aliado com a causa da reforma agrária no Brasil. Ninguém que se diga aliado de causas populares pode se dar ao luxo de ignorar o esforço diário da mídia tupiniquim, e principalmente do jornaleco da Azenha, pela conquista da hegemonia no imaginário coletivo, construção simbólica que se dá, sobretudo, no terreno da velha e boa semântica, através da elaboração de sofismas, omissões, dissimulações, eufemismos e da construção de conceitos capazes de corroborar crenças irrefletidas. E a Zero Hora, bem sabem os senhores, independentemente do que a ela se declare na mais pura boa-fé, criminaliza ou caricaturiza os movimentos sociais, uma vez que sua função é escamotear os conflitos de classe gaudérios, o que equivale, vale dizer, ao encobrimento da luta de classes no modo de produção capitalista. Daí, então, a surpresa de La Vieja com a suposta declaração do hipotético ativista social, extremamente ingênua na mais caridosa das conjecturas.
Sua segunda reação, evidentemente, foi conferir se a referida manchete - "MST irrita aliado com vandalismo em invasão" -, bem como a reportagem que a ela se seguia, descreviam adequadamente as declarações do superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Mozar Dietrich, e se de fato havia sido o suposto ato de vandalismo o responsável pela alteração de seu estado de espírito. La Vieja queria saber, ao fim e ao cabo, tanto (i) se Dietrich se irritara com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) em função do suposto ato de vandalismo, quanto, por conseguinte, (ii) se ZH afirmava, em sua manchete, algo que havia ficado claro na entrevista por ele concedida.
Ora, pois não é que não se tratava de nada disso? Nem Dietrich havia se irritado com o suposto ato de vandalismo e nem ZH afirmava, em sua manchete, algo que havia ficado claro na entrevista por ele concedida.
Sim, caros leitores. A empresa que hoje se exaspera com manchetes que supostamente distorcem entrevistas recorreu a esse expediente recentemente, e isso a fim de, mais uma vez, criminalizar um movimento social.
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