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7.12.09

Relembrando

A campanha de cancelamento do jornal Zero Hora, do monopólio midático Grupo RBS, foi composta dos seguintes materiais, entre outros, há 7 anos atrás:

Blogueiro notificado pela Folha: "Intimidação"

Atualizado em 05 de dezembro de 2009 às 09:35 | Publicado em 04 de dezembro de 2009 às 23:48

por Conceição Lemes

Antonio Arles é estudante de História da USP, militante de movimentos sociais, ciberativista e blogueiro. Hoje ele recebeu uma notificação dos advogados da Folha e do Uol. Determinava que retirasse do seu blog, o Arlesophia, as imagens da campanha para cancelamento das assinaturas do jornal e do portal.

Viomundo – A que horas isso aconteceu?

Antonio Arles – Aproximadamente às 14 horas, quando saía de casa para a USP. Minha mulher [Flávia] manobrava o carro na garagem e eu esperava na calçada. Aí, fui abordado por um motorista de táxi, que perguntou se eu era Antonio. À confirmação, apontando na direção de um táxi parado no lado oposto à minha casa, disse: “Ela quer falar com você”.

Viomundo – Ela era quem?

Antonio Arles – Uma mensageira do escritório de advocacia que representa o jornal e o portal. Ela limitou-se a dizer que havia uma correspondência para mim e pediu-me que assinasse o protocolo de recebimento. Como estava atrasado para a aula, abri o envelope no caminho. Aí, eu vi que se tratava de uma notificação extrajudicial dos advogados da empresa pelo uso indevido da imagem na campanha pelo cancelamento das assinaturas da Folha e do Uol.

Viomundo – A campanha começou quando?

Antonio Arles – Domingo passado.Na sexta-feira passada [27 de novembro], em função da publicação do artigo Os filhos do Brasil, do César Benjamin, começou no twitter um movimento para cancelamento das assinaturas. No domingo, como já havia muitas adesões, resolvemos lançar a campanha.

Viomundo – É uma campanha do seu blog?

Antonio Arles – Não. É de várias pessoas da blogosfera. Para facilitar o acesso, eu coloquei os links das imagens no meu blog. A partir daí o pessoal foi disseminando.

Viomundo – O que contêm essas imagens?

Antonio Arles – As marcas da Folha e do Uol.

Viomundo – Qual a alegação dos advogados?

Antonio Arles – Uso indevido da imagem. No final da tarde, fiz o que notificação determinou: retirei as imagens do ar. Consequentemente a própria campanha do meu blog.

Viomundo – O que você pretende fazer agora?

Antonio Arles – Meu advogado está estudando medidas legais cabíveis contra essa postura da Folha. Considero intimidação. É cerceamento à liberdade de expressão.

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Nota do Viomundo: Os advogados alegam que "A marca da Folha e do Uol foram indevidamente utilizadas, de vez que não autorizadas, agravando-se tal ato pelo seu denegrimento." Denigrir é um termo racista. Significa tornar negro, em sentido pejorativo. Há outras palavras para expressar o que desejam, mas recorrem a uma com conotação preconceituosa, que associa o tornar-se negro a algo negativo. Denigrir, segundo o Dicionário do Houaiss, quer dizer também diminuir a pureza, o valor de; conspurcar(-se), manchar(-se).


Fonte: Viomundo

Cancelamento de assinaturas preocupa UOL e Folha

O blog Arlesophia informa que recebeu hoje uma notificação extrajudicial de um escritório de advocacia representando o jornal Folha de São Paulo para que retirasse do ar os selos da campanha #CancelandoFOLHA e #CancelandoUOL, sob pena de processo por uso indevido das marcas. O blogueiro Antonio Arles escreve: “Retirei imediatamente os referidos selos. No momento não poderei desenvolver um post explicando melhor o caso, mas deixo aqui meu protesto por mais este ato de censura contra blogs”.

Pelo visto, os cancelamentos de assinaturas da Folha e do UOL começam a incomodar o grupo Frias. O blog do Mello relata por que cancelou sua assinatura do UOL. Aqui em casa, fizemos o mesmo. A razão: uso indevido da inteligência do assinante.


Fonte: RSurgente

8.6.09

Nem pensar

Está na hora de sairmos às ruas e pedirmos o cancelamento da ZH!

10.3.09

Folha: 2 mil cancelamentos de assinatura?

Do blog do Sakamoto:

08/03/2009 - 10:38

Folha reconhece que errou no Caso “Ditabranda”

O jornal Folha de S. Paulo publica na edição deste domingo uma declaração do proprietário e diretor de redação Otavio Frias Filho reconhecendo (finalmente) que o jornal fez besteira quando chamou a última ditadura brasileira de “ditabranda”.

O uso da expressão “ditabranda” em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.

Do ponto de vista histórico, porém, é um fato que a ditadura militar brasileira, com toda a sua truculência, foi menos repressiva que as congêneres argentina, uruguaia e chilena -ou que a ditadura cubana, de esquerda.

No editorial de 17 de fevereiro, a Folha de S. Paulo chamou a última ditadura brasileira (1964-1985) de “ditabranda”. O objetivo era fazer um contraponto entre os regimes da década de 70 e 80 na América Latina e a atual situação na Venezuela. Leitores chiaram (fontes de dentro do jornal dizem que uma onda de cancelamento de assinaturas teria acendido uma luz amarela – fala-se em perdas de até 2 mil assinantes) e até profissionais da casa lamentaram o uso do termo. A Folha também respondeu de forma arrogante aos professores Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides, que se posicionaram contra o jornal pelo ocorrido em cartas enviadas à redação, o que levou o ombudsman a dizer que faltou cordialidade ao veículo. Um abaixo-assinado circula contra a postura no editorial e já conta com mais de 7 mil adesões.

A declaração de reconhecimento do erro veio acanhada, aparecendo em forma de box na página do ombudsman (A06), longe da página A02 dos editoriais, em que foi publicada o texto que originou essa crise. Além disso, Otavio Frias não ficou na defensiva e atacou:

A nota publicada juntamente com as mensagens dos professores Comparato e Benevides na edição de 20 de fevereiro reagiu com rispidez a uma imprecação ríspida: que os responsáveis pelo editorial fossem forçados, “de joelhos”, a uma autocrítica em praça pública.

Para se arvorar em tutores do comportamento democrático alheio, falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos das ditaduras de esquerda com as quais simpatizam.

Ontem, uma manifestação em frente ao jornal, na região central de São Paulo, juntou mais de 400 pessoas para protestar contra o editorial do jornal e demonstrar apoio aos professores Comparato e Benevides. É importante ressaltar que a Folha cobriu a manifestação e publicou a íntegra do abaixo-assinado neste domingo.

Tanto a manifestação quanto as declarações do diretor de redação não colocam um ponto final no caso. Mas não vejo utilidade em tentar descobrir se essas declarações surgiram para colocar um fim nos protestos (e em uma evasão de assinantes) ou se foi fruto de uma autocrítica pelo qual a direção do jornal passou. O que importa é que o caso expôs como o maior e mais importante jornal do país conseguiu relativizar a História, sem grandes problemas de consciência até então, com o objetivo de defender um ponto de vista. Mas também mostrou o poder do consumidor de notícia, ao reclamar da atitude do seu fornecedor, e da mobilização pela internet, essencial para que a crítica ao editorial chegasse aonde chegou.